Principal desafio da presidenta Dilma Rousseff neste início de mandato, o combate à inflação ainda não conta com um plano bem definido pela equipe do governo. A opinião é do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso que, em entrevista exclusiva ao iG, analisou a volta do tema que foi uma das bandeiras de sua gestão.
Para FHC, atualmente, a inflação é o grande problema a ser enfrentado pelo governo, superando até mesmo a valorização excessiva do real em relação ao dólar. A questão, em sua opinião, é que o combate à inflação tem um alto custo político, por isso o governo tem optado por ser mais cauteloso do que austero.
“A austeridade tem um custo político no curto prazo”, afirmou o ex-presidente. O combate à inflação atinge em cheio a popularidade e o apoio do Congresso ao governo.
Segundo ele, a elevação de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros, realizada pelo Banco Central, na verdade chega a ser uma redução, pois a inflação no período supera a alta.
FHC aproveitou para lembrar que entre o fim de 1994 e início de 1995, o governo teve de conter a forte demanda do mercado interno, impulsionada pela estabilidade econômica conquistada após o Plano Real.
“A melhor forma que encontramos foi o aperto do crédito, com redução dos prazos”, disse. Na época, o prazo foi reduzido para o máximo de três meses.
FHC acredita que o governo Dilma terá de fazer algo semelhante. “O governo também terá de reduzir os prazos dos financiamentos”, afirmou.
Hoje, em sua opinião, a diferença é que a economia está muito mais aberta e o governo pode usar armas de combate à inflação, como o dólar mais baixo, que favorece às importações e aumenta a concorrência no mercado interno. A parte negativa, acrescentou, é o resultado da balança comercial.
Sobre o câmbio, FHC disse acreditar que o real deve estar hoje no maior patamar em relação ao dólar. Sem cálculos precisos, o ex-presidente estimou que o real esteja mais valorizado até mesmo na comparação com a crise cambial de 1999. Na época, o dólar chegou a valer R$ 1,30.
Autor: Guilherme Barros
É um blog de informações e materias que auxilia a sociedade casanovense refletir e discutir assuntos locais, regionais, nacionais e mundiais.
domingo, 1 de maio de 2011
Policia Militar da Bahia abre concurso para oficiais
Com intuito de selecionar candidatos para participar do Curso de Formação de Oficiais (CFO), a Polícia Militar da Bahia abril no dia 27 de abril, as inscrições para o concurso público de provas que visa a admissão de 108 homens e 12 mulheres como Alunos-a-Oficiais PM.
Entre as exigências para concorrer às vagas, estão a estatura mínima de 1,60m, para candidatos do sexo masculino, e 1,55m, para candidatos do sexo feminino, além da conclusão do Ensino Médio por parte dos interessados. Os candidatos matriculados no CFOPM ficarão sujeitos ao regime de internato e dedicação exclusiva ao curso e receberão uma bolsa de estudo. Após sua conclusão, serão declarados Aspirantes-a-Oficial PM.
Para inscrever-se no concurso basta acessar os endereços eletrônicos www.concursopm.uneb.br e www.consultec.com.br até 22 de maio de 2011. Haverá cobrança de taxa no valor de R$ 95,00 e o cartão de convocação será retirado mediante a apresentação de 2 fotografias 3x4, recentes, datadas a partir de 1º de janeiro de 2010, de frente e cabeça descoberta, e de uma cópia e original do RG.
O concurso será dividido em duas fases, sendo a 1ª formada por Exame de Conhecimentos (prova objetiva de conhecimentos gerais, de múltipla escolha) e Prova Discursiva - Redação; e Avaliação Físico-Mental e de Idoneidade Moral - Avaliação Psicológica, Exame Médico-Odontológico, Teste de Aptidão Física e Investigação Social na última etapa.
FONTE: PCI CONCURSOS
Entre as exigências para concorrer às vagas, estão a estatura mínima de 1,60m, para candidatos do sexo masculino, e 1,55m, para candidatos do sexo feminino, além da conclusão do Ensino Médio por parte dos interessados. Os candidatos matriculados no CFOPM ficarão sujeitos ao regime de internato e dedicação exclusiva ao curso e receberão uma bolsa de estudo. Após sua conclusão, serão declarados Aspirantes-a-Oficial PM.
Para inscrever-se no concurso basta acessar os endereços eletrônicos www.concursopm.uneb.br e www.consultec.com.br até 22 de maio de 2011. Haverá cobrança de taxa no valor de R$ 95,00 e o cartão de convocação será retirado mediante a apresentação de 2 fotografias 3x4, recentes, datadas a partir de 1º de janeiro de 2010, de frente e cabeça descoberta, e de uma cópia e original do RG.
O concurso será dividido em duas fases, sendo a 1ª formada por Exame de Conhecimentos (prova objetiva de conhecimentos gerais, de múltipla escolha) e Prova Discursiva - Redação; e Avaliação Físico-Mental e de Idoneidade Moral - Avaliação Psicológica, Exame Médico-Odontológico, Teste de Aptidão Física e Investigação Social na última etapa.
FONTE: PCI CONCURSOS
Após beatificação, fiéis veneram restos mortais de João Paulo II
Portas da basílica ficarão abertas até o 'último peregrino', diz Santa Sé.
João Paulo II foi beatificado pelo Papa Bento XVI diante de 1 milhão.
Do G1, com agências internacionais
Milhares de fiéis que assistiram à cerimônia de beatificação de João Paulo II continuam a venerar os restos mortais do papa antecessor de Bento XVI, no Vaticano. Pelo menos um milhão de pessoas participou da cerimônia nesta manhã de domingo (1º).
O caixão está exposto na Basílica de São Pedro, perante o altar da Confissão. Sobre ele foi colocada uma cópia do Evangelho de Lorsch, aberto e apoiado em um coxim tecido com decoração de ouro, além de uma coroa de flores com as cores oficiais da bandeira vaticana, amarela e branca.
A Guarda Suíça cerca o caixão de Karol Wojtyla, que foi proclamado beato em cerimônia solene neste domingo pelo papa Bento XVI, provocando uma profunda emoção em mais de um milhão de fiéis que assistiram ao ato.
O Papa Bento XVI se ajoelha diante do caixão de João Paulo II, na basílica de São Pedro (Foto: Max Rossi / Reuters)
Bento XVI rezou em silêncio ante o caixão do antecessor, com o qual colaborou por 23 anos como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Os fiéis começaram a visitar o caixão às 13h16 locais (8h16 de Brasília) e está previsto que possam fazê-lo até amanhã, às 19h pelo horário do Vaticano, quando serão fechados os portões da Basílica.
O féretro foi retirado na sexta-feira do túmulo que ocupava na cripta da Basílica de São Pedro e será colocado nos próximos dias em uma capela do templo. Até agora, os restos de Wojtyla descansavam a poucos passos do sepulcro de São Pedro.
Após o papa e os cardeais venerarem os restos de João Paulo II, foi a vez das delegações oficiais dos países presentes, e em seguida a de pessoas portadoras de deficiência e o restante do público.
As portas da basílica permanecerão abertas até o "último peregrino", segundo a Santa Sé.
Assim que forem concluídas as celebrações pela beatificação, o caixão será levado à capela de São Sebastião, com melhor capacidade para receber um volume ainda maior de fiéis no futuro.
A placa de mármore que cobria o túmulo nas grutas vaticanas será enviada para a Cracóvia, para ser utilizada na construção de uma nova igreja, que será erguida em nome do Papa polonês.lara de João Paulo II, que não foi aberto, tinha uma Bíblia aberta em cima.
João Paulo II foi beatificado pelo Papa Bento XVI diante de 1 milhão.
Do G1, com agências internacionais
Milhares de fiéis que assistiram à cerimônia de beatificação de João Paulo II continuam a venerar os restos mortais do papa antecessor de Bento XVI, no Vaticano. Pelo menos um milhão de pessoas participou da cerimônia nesta manhã de domingo (1º).
O caixão está exposto na Basílica de São Pedro, perante o altar da Confissão. Sobre ele foi colocada uma cópia do Evangelho de Lorsch, aberto e apoiado em um coxim tecido com decoração de ouro, além de uma coroa de flores com as cores oficiais da bandeira vaticana, amarela e branca.
A Guarda Suíça cerca o caixão de Karol Wojtyla, que foi proclamado beato em cerimônia solene neste domingo pelo papa Bento XVI, provocando uma profunda emoção em mais de um milhão de fiéis que assistiram ao ato.
O Papa Bento XVI se ajoelha diante do caixão de João Paulo II, na basílica de São Pedro (Foto: Max Rossi / Reuters)
Bento XVI rezou em silêncio ante o caixão do antecessor, com o qual colaborou por 23 anos como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
Os fiéis começaram a visitar o caixão às 13h16 locais (8h16 de Brasília) e está previsto que possam fazê-lo até amanhã, às 19h pelo horário do Vaticano, quando serão fechados os portões da Basílica.
O féretro foi retirado na sexta-feira do túmulo que ocupava na cripta da Basílica de São Pedro e será colocado nos próximos dias em uma capela do templo. Até agora, os restos de Wojtyla descansavam a poucos passos do sepulcro de São Pedro.
Após o papa e os cardeais venerarem os restos de João Paulo II, foi a vez das delegações oficiais dos países presentes, e em seguida a de pessoas portadoras de deficiência e o restante do público.
As portas da basílica permanecerão abertas até o "último peregrino", segundo a Santa Sé.
Assim que forem concluídas as celebrações pela beatificação, o caixão será levado à capela de São Sebastião, com melhor capacidade para receber um volume ainda maior de fiéis no futuro.
A placa de mármore que cobria o túmulo nas grutas vaticanas será enviada para a Cracóvia, para ser utilizada na construção de uma nova igreja, que será erguida em nome do Papa polonês.lara de João Paulo II, que não foi aberto, tinha uma Bíblia aberta em cima.
terça-feira, 19 de abril de 2011
"Lula pode ser o catalisador do amplo movimento", diz Humberto Costa
Nas próximas semanas o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva dará o pontapé inicial nas conversas que pretende manter com todos os partidos políticos representados no Congresso Nacional sobre a necessidade da Reforma Política. "Precisamos chegar a uma convergência, respeitando os posicionamentos de cada um. Essa reforma não será do PT. Será de todos os partidos que querem consolidar a democracia nesse País", disse Lula ao anunciar nesta segunda-feira (18/04) sua disposição de participar dos debates.
No encontro realizado no Instituto Cidadania com a presença dos integrantes do comitê formado pelas bancadas do partido no Senado e na Câmara, pela Executiva Nacional do PT e pela Fundação Perseu Abramo, foi definido que haverá dois movimentos inicialmente: Lula manterá diálogo com os partidos políticos e, em seguida, com as centrais sindicais e entidades da sociedade organizada.
Segundo o líder Humberto Costa (PE), a participação do ex-presidente Lula no debate da reforma política vai agregar elementos do conhecimento adquirido sobre o funcionamento dos sistemas eleitorais em outros países. "Lula pode ser o catalisador do amplo movimento pela Reforma Política", disse o líder.
O senador fez um relato sobre alguns pontos já aprovados pela comissão instituída no Senado, observando que o financiamento público e exclusivo de campanha, com teto para os gastos, recebeu bastante apoio. Para ele, o ex-presidente Lula tem clareza de que para combater a corrupção o financiamento público e exclusivo de campanha pode ser um instrumento fundamental, porque funciona bem em outros países e contribui para reduzir os gastos nas campanhas políticas – e nesse aspecto há consenso entre várias agremiações partidárias.
Nos encontros com os partidos, o ex-presidente Lula ouvirá as opiniões e ver quais pontos de consenso podem ser adotados. "A Reforma Política não será feita só com uma força, só com um partido político. As eleições diretas só foram viabilizadas depois de um amplo processo. Houve uma transição e hoje quase ninguém se lembra que foi necessário um engajamento popular pela mudança", observou Rui Falcão, presidente em exercício do PT, ao defender que esse movimento consiga promover alterações até setembro.
Durante a reunião cada parlamentar fez um explanação sobre a necessidade da Reforma Política. A senadora Ana Rita Esgário (ES) destacou a aprovação da cota de 50% de participação de mulheres na composição da lista preordenada. Lula lembrou que o PT sempre carregou essa bandeira e que a questão de gênero não pode continuar fora do debate, porque o País precisa estar representado no Parlamento por todos, por mulheres, negros, índios, ricos e pobres. Jorge Viana e Paulo Teixeira deram importância à necessidade de se reduzir a judicialização das eleições. "O eleitor não sabe se seu candidato vai conseguir o registro e, sendo eleito, não sabe se ele vai tomar posse", disse Jorge. Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, acrescentou que a judicialização da política chegou a um ponto de esgotamento ao ponto de a eleição terminar em um dia e recomeçar no outro com a disputa nos tribunais.
Participaram do encontro com o ex-presidente Lula os senadores petistas Humberto Costa (PE), Wellington Dias (PI), Jorge Viana (AC) e Ana Rita Esgário (ES) e os deputados Paulo Teixeira (SP), Ricardo Berzoini (SP), Erika Kokai (DF), Henrique Fontana (RS), integrantes das comissões da Reforma Política no Senado e na Câmara, respectivamente, o secretário-geral do PT, Elói Pietá e o presidente em exercício, Rui Falcão , e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda.
(Fonte: Marcello Antunes - Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado)
No encontro realizado no Instituto Cidadania com a presença dos integrantes do comitê formado pelas bancadas do partido no Senado e na Câmara, pela Executiva Nacional do PT e pela Fundação Perseu Abramo, foi definido que haverá dois movimentos inicialmente: Lula manterá diálogo com os partidos políticos e, em seguida, com as centrais sindicais e entidades da sociedade organizada.
Segundo o líder Humberto Costa (PE), a participação do ex-presidente Lula no debate da reforma política vai agregar elementos do conhecimento adquirido sobre o funcionamento dos sistemas eleitorais em outros países. "Lula pode ser o catalisador do amplo movimento pela Reforma Política", disse o líder.
O senador fez um relato sobre alguns pontos já aprovados pela comissão instituída no Senado, observando que o financiamento público e exclusivo de campanha, com teto para os gastos, recebeu bastante apoio. Para ele, o ex-presidente Lula tem clareza de que para combater a corrupção o financiamento público e exclusivo de campanha pode ser um instrumento fundamental, porque funciona bem em outros países e contribui para reduzir os gastos nas campanhas políticas – e nesse aspecto há consenso entre várias agremiações partidárias.
Nos encontros com os partidos, o ex-presidente Lula ouvirá as opiniões e ver quais pontos de consenso podem ser adotados. "A Reforma Política não será feita só com uma força, só com um partido político. As eleições diretas só foram viabilizadas depois de um amplo processo. Houve uma transição e hoje quase ninguém se lembra que foi necessário um engajamento popular pela mudança", observou Rui Falcão, presidente em exercício do PT, ao defender que esse movimento consiga promover alterações até setembro.
Durante a reunião cada parlamentar fez um explanação sobre a necessidade da Reforma Política. A senadora Ana Rita Esgário (ES) destacou a aprovação da cota de 50% de participação de mulheres na composição da lista preordenada. Lula lembrou que o PT sempre carregou essa bandeira e que a questão de gênero não pode continuar fora do debate, porque o País precisa estar representado no Parlamento por todos, por mulheres, negros, índios, ricos e pobres. Jorge Viana e Paulo Teixeira deram importância à necessidade de se reduzir a judicialização das eleições. "O eleitor não sabe se seu candidato vai conseguir o registro e, sendo eleito, não sabe se ele vai tomar posse", disse Jorge. Paulo Teixeira, líder do PT na Câmara, acrescentou que a judicialização da política chegou a um ponto de esgotamento ao ponto de a eleição terminar em um dia e recomeçar no outro com a disputa nos tribunais.
Participaram do encontro com o ex-presidente Lula os senadores petistas Humberto Costa (PE), Wellington Dias (PI), Jorge Viana (AC) e Ana Rita Esgário (ES) e os deputados Paulo Teixeira (SP), Ricardo Berzoini (SP), Erika Kokai (DF), Henrique Fontana (RS), integrantes das comissões da Reforma Política no Senado e na Câmara, respectivamente, o secretário-geral do PT, Elói Pietá e o presidente em exercício, Rui Falcão , e o presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda.
(Fonte: Marcello Antunes - Assessoria de Imprensa da Liderança do PT no Senado)
Os perigos dos agrotóxicos no Brasil
Radioagência NP 25
Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, diz Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola
O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras no país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
A RadioagênciaNP apresenta uma série especial de sete reportagens sobre os agrotóxicos no Brasil. Os programas tratam dos efeitos dos agrotóxicos na saúde humana (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores de alimentos), no meio ambiente e na agricultura.
O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do modelo do agronegócio, que concentra a terra e utiliza grande quantidade de venenos para para garantir a produção em escala industrial.
Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios.
Originalmente publicado na Radioagência NP
Extraido da Revista Carta Capital on-line dia 19/04
Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, diz Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola
O Brasil é o primeiro colocado no ranking mundial do consumo de agrotóxicos. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras em 2010, de acordo com dados do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Agrícola.
Com a aplicação exagerada de produtos químicos nas lavouras no país, o uso de agrotóxicos está deixando de ser uma questão relacionada especificamente à produção agrícola e se transforma em um problema de saúde pública e preservação da natureza.
A RadioagênciaNP apresenta uma série especial de sete reportagens sobre os agrotóxicos no Brasil. Os programas tratam dos efeitos dos agrotóxicos na saúde humana (tanto dos trabalhadores rurais como dos consumidores de alimentos), no meio ambiente e na agricultura.
O consumo de agrotóxicos cresce de forma correspondente ao avanço do modelo do agronegócio, que concentra a terra e utiliza grande quantidade de venenos para para garantir a produção em escala industrial.
Nesse quadro, os agrotóxicos já ocupam o quarto lugar no ranking de intoxicações. Ficam atrás apenas dos medicamentos, acidentes com animais peçonhentos e produtos de limpeza. Essas fórmulas podem causar distúrbios neurológicos, respiratórios, cardíacos, pulmonares e no sistema endócrino, ou seja, na produção de hormônios.
Originalmente publicado na Radioagência NP
Extraido da Revista Carta Capital on-line dia 19/04
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Dilma lança em maio o maior programa de seu governo, o da erradicação da miséria.
A presidenta Dilma Rousseff vai lançar em maio aquele que deve ser o maior programa de seu governo, o plano de erradicação da miséria, uma promessa de campanha que ela pretende que se transforme na maior marca de seu mandato.
O objetivo é tirar 15 milhões de pessoas que vivem hoje em condições de absoluta miséria no País, com inclusão nos serviços básicos que o Estado oferece à população e com a capacitação para o mercado de trabalho.
O programa não tem um caráter meramente assistencialista. Dilma quer habilitar e integrar essa camada da população à sociedade.
Dilma quer beneficiar não só a população que vive em condições subumanas na área rural, assim como também o viciado em crack isolado na periferia da cidade. São famílias que não conseguem uma renda mínima para a subsistência.
Uma das grandes dificuldades identificadas pela equipe que está debruçada no programa é de possibilitar à essa camada da sociedade o acesso às informações, já que eles não tem qualquer contato com os meios de comunicação seja TV, internet, rádio ou jornal.
O governo está montando uma força-tarefa para chegar a todos esses lugares para expor e oferecer os benefícios do programa.
O plano foi uma das promessas da campanha de Dilma à presidência e sua formulação envolveu todos os ministérios.
Nas últimas semanas, Dilma também integrou a equipe econômica às discussões.
Dilma quer fazer da erradicação da miséria sua grande bandeira, assim como ocorreu com o governo Lula, com a ascensão de 28 milhões de pessoas a classes sociais acima da linha da pobreza.
A coordenação do programa está a cargo do Ministério do Desenvolvimento Social, comandado por Tereza Campelo, que será responsável também por conduzir o programa.
O programa está dividido em três linhas de atuação: benefícios sociais; inclusão produtiva e na extensão dos serviços que o Estado oferece a esta camada da população.
No caso dos benefícios, o governo estuda, além da extensão do Bolsa Família para quem ainda não é atendido pelo programa, em um reajuste para as famílias que possuem muitos filhos. Hoje, o teto do benefício é R$ 242 por família.
Já a extensão dos serviços básicos do Estado, como saúde, alimentação e educação, está baseada em explicar e auxiliar os cidadãos que estão abaixo da linha da pobreza sobre seus direitos estabelecidos por lei. A pouca adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos é vista como um exemplo disto pelo governo.
O programa de erradicação da miséria utiliza como base os dados do Censo 2010, elaborado pelo IBGE.
A ação para erradicar a miséria terá ainda cuidado especial com viciados em drogas, sobretudo o crack. A preocupação do governo é de como oferecer condições para a reabilitação dos usuários.
Autor: Guilherme Barros - portal IG extraído no dia 15 de abril de 2011.
O objetivo é tirar 15 milhões de pessoas que vivem hoje em condições de absoluta miséria no País, com inclusão nos serviços básicos que o Estado oferece à população e com a capacitação para o mercado de trabalho.
O programa não tem um caráter meramente assistencialista. Dilma quer habilitar e integrar essa camada da população à sociedade.
Dilma quer beneficiar não só a população que vive em condições subumanas na área rural, assim como também o viciado em crack isolado na periferia da cidade. São famílias que não conseguem uma renda mínima para a subsistência.
Uma das grandes dificuldades identificadas pela equipe que está debruçada no programa é de possibilitar à essa camada da sociedade o acesso às informações, já que eles não tem qualquer contato com os meios de comunicação seja TV, internet, rádio ou jornal.
O governo está montando uma força-tarefa para chegar a todos esses lugares para expor e oferecer os benefícios do programa.
O plano foi uma das promessas da campanha de Dilma à presidência e sua formulação envolveu todos os ministérios.
Nas últimas semanas, Dilma também integrou a equipe econômica às discussões.
Dilma quer fazer da erradicação da miséria sua grande bandeira, assim como ocorreu com o governo Lula, com a ascensão de 28 milhões de pessoas a classes sociais acima da linha da pobreza.
A coordenação do programa está a cargo do Ministério do Desenvolvimento Social, comandado por Tereza Campelo, que será responsável também por conduzir o programa.
O programa está dividido em três linhas de atuação: benefícios sociais; inclusão produtiva e na extensão dos serviços que o Estado oferece a esta camada da população.
No caso dos benefícios, o governo estuda, além da extensão do Bolsa Família para quem ainda não é atendido pelo programa, em um reajuste para as famílias que possuem muitos filhos. Hoje, o teto do benefício é R$ 242 por família.
Já a extensão dos serviços básicos do Estado, como saúde, alimentação e educação, está baseada em explicar e auxiliar os cidadãos que estão abaixo da linha da pobreza sobre seus direitos estabelecidos por lei. A pouca adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos é vista como um exemplo disto pelo governo.
O programa de erradicação da miséria utiliza como base os dados do Censo 2010, elaborado pelo IBGE.
A ação para erradicar a miséria terá ainda cuidado especial com viciados em drogas, sobretudo o crack. A preocupação do governo é de como oferecer condições para a reabilitação dos usuários.
Autor: Guilherme Barros - portal IG extraído no dia 15 de abril de 2011.
Casa Nova têm novo Secretário de Urbanismo
Casa Nova tem novo Secretário de Urbanismo o Sr. Fernando Marins que tomou posse no dia 13 de abril na sede da Prefeitura Municipal. As suas expectativas são as melhores possíveis e o que o levou a aceitar o cargo foi à intenção de fazer algo pelo município que o acolheu. A frente da secretaria espero realizar 70% dos meus objetivos, disse o secretário que logo no inicio do seu trabalho irá criar uma equipe de manutenção e suporte nas praças, ruas e avenidas, bem como estará montando uma outra equipe para realizar obras que possibilitem a acessiblidade. Indagado sobre os buracos das ruas asfaltadas o Sr. Fernando relatou que dentro em breve vai começar uma operação de restauração dos mesmos, e afirmou que está indo a Salvador juntamente com o Sr. Prefeito Orlando Xavier e o Vereador João Honorato para uma audiência com Vice-Governador Otto Alencar na segunda feira dia 18 onde irão solicitar algumas ações como a municipalização do trânsito, reestruturação da iluminação publica, pavimentação asfáltica para ruas e avenidas e uma complementação da iluminação da BR-235 no trecho da ponte até as casas do Programa Minha Casa Minha Vida, bem com a iluminação da frente do distrito de Santana do Sobrado. Outro problema que é grave no município é o lixão e o secretario também apresentou a reportagem do blog Corujão Cultural a sua preocupação sobre o assunto e disse que estão sendo estudos em algumas áreas do município para a implantação de um novo local para ser destinado o lixo, mesmo porque o lixão atual está em área de expansão do município. Também relacionado a limpeza da cidade em especial da periferia o secretário afirmou que está em fase de estudos e vai funcionar como projeto piloto a coleta seletiva de lixo pelas próprias famílias destas áreas que irão vender para uma cooperativa, gerando renda para os habitantes dos bairros periféricos. Nas pretensões do secretário ainda está à realização de um trabalho de conscientização com os alunos das redes de ensino estadual e municipal sobre a conservação de bens públicos e uma campanha de plantio de árvores pelos mesmos. A feira livre em nossa cidade sempre foi um assunto que gera muita polêmica quanto o que será feito com ela, e o Sr. Fernando Marins ameniza a problemática com a visão de que a feira livre “é um grande mercado, e um mercado na minha visão transmite a cultura do local, e tudo mais. Na realidade o que se precisa fazer ali é reestruturar uniformizando as bancas, iluminação, a higiene e passarelas, porque os mercados podem e são pontos turísticos”. Para isso acontecer o secretario nos relatou que os feirantes irão participar da elaboração deste projeto com reuniões a serem agendadas posteriormente. Para finalizar ele pede calma e a compreensão de todos os citadinos, bem como afirma que a secretaria de Urbanismo tem um canal aberto com a população pelo telefone 3536-2264 pedindo para passar ao Urbanismo.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
CREAS - VALTER RUI Vem trazendo apoio à população casanovense
Em entrevista dada no dia 14 de abril a este blog o Sr. Rodrigo Souza Coordenador do CREAS/Valter Rui – Centro de Referência Especializado de Assistência Social que foi inaugurado dia 18 de março de 2011, mas funcionando no município de Casa Nova desde setembro de 2010, relatou alguns dos problemas relacionados às violências doméstica, psicológica, sexual, física e social praticadas contra homens, mulheres, crianças e idosos, bem como o quadro funcional da instituição que conta hoje com 2 psicólogos, 2 assistentes sociais, 1 advogado, 1 coordenador, 1 assistente administrativo e 1 auxiliar de serviços operacionais.
O Centro que tem parcerias com o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Conselho Tutelar, Polícia Militar, Ministério Publico e Tribunal de Justiça, já atendeu mais de 100 pessoas aonde os dados de violência contra as crianças e adolescentes chegam a 60%, contra mulheres 20% e contra idosos os outros 20%. O órgão hoje realiza 45 atendimentos domiciliares onde as pessoas acompanhadas são visitadas uma vez por semana. Indagado sobre como era feito este trabalho de acompanhamento o coordenador respondeu “nós trabalhamos mais com o atendimento psicológico e social com assessoria jurídica oferecendo à população uma ação de apoio àqueles que mais necessitam as pessoas que sofrem de violência”. O Sr. Rodrigo Souza convida também a toda comunidade para uma passeata no dia 18 de maio próximo como marco em comemoração ao dia de Combate a Violência e Exploração Sexual. E diz ainda que pessoas que estejam procurando auxilio psicológico contra a violência procurem às dependências do CREAS na quadra N número 05 Topol, próximo ao antigo Cespe.
O Centro que tem parcerias com o CRAS – Centro de Referência de Assistência Social, PETI – Programa de Erradicação do Trabalho Infantil, Conselho Tutelar, Polícia Militar, Ministério Publico e Tribunal de Justiça, já atendeu mais de 100 pessoas aonde os dados de violência contra as crianças e adolescentes chegam a 60%, contra mulheres 20% e contra idosos os outros 20%. O órgão hoje realiza 45 atendimentos domiciliares onde as pessoas acompanhadas são visitadas uma vez por semana. Indagado sobre como era feito este trabalho de acompanhamento o coordenador respondeu “nós trabalhamos mais com o atendimento psicológico e social com assessoria jurídica oferecendo à população uma ação de apoio àqueles que mais necessitam as pessoas que sofrem de violência”. O Sr. Rodrigo Souza convida também a toda comunidade para uma passeata no dia 18 de maio próximo como marco em comemoração ao dia de Combate a Violência e Exploração Sexual. E diz ainda que pessoas que estejam procurando auxilio psicológico contra a violência procurem às dependências do CREAS na quadra N número 05 Topol, próximo ao antigo Cespe.
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Ministério da Educação estuda uso de tablets nas escolas públicas
A pedido de Haddad, grupo técnico entregará relatório sobre eficácia da tecnologia em sala de aula até o fim de maio
Compartilhar: Apesar da crescente evolução da tecnologia digital dos últimos anos, computadores portáteis, telas sensíveis a toque e internet continuam uma realidade distante da maioria das salas de aula do País. Para os especialistas, as novas ferramentas tecnológicas podem e vão mudar o modo de ensinar no futuro. Com a popularização dos tablets – computadores portáteis sensíveis ao toque –, o Ministério da Educação decidiu, por sua vez, estudar como a ferramenta pode ser aproveitada em sala de aula.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, designou um grupo de técnicos do ministério para avaliar como essas novas tecnologias podem se tornar ferramentas didáticas em sala de aula e contribuir para a aprendizagem dos alunos. Até o fim de maio, esses especialistas entregarão um relatório completo sobre o tema nas mãos do ministro. O assunto se tornou mais importante depois do anúncio do investimento chinês na fabricação de tablets no País.
Por trás do investimento chinês no Brasil, terceiro maior já feito no País por uma única empresa, está um enorme potencial de adoção de tablets no sistema educacional, público e privado. Para especialistas ouvidos pelo iG, a experiência inédita coloca a tecnologia como principal fio condutor da evolução entre sociedade e educação. Na opinião dos pesquisadores, o suporte de leitura nas escolas precisa acompanhar as mudanças da sociedade.
Revolução transforma mundo do papel em digital
”Estamos vivendo uma revolução e precisamos estar embarcados nelas. Estamos mudando o suporte escrito do papel para o digital. Há um saudosismo em relação ao livro, mas a tendência é o livro desaparecer. O conteúdo, no entanto, não desaparece”, avalia Gilberto Lacerda, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Brasília (UnB). Ele reconhece, no entanto, que a revolução que pode ser promovida por esse tipo de tecnologia tardará a chegar às escolas brasileiras, especialmente as públicas.
“É um trabalho árduo, porque a pobreza no País é imensa. Mas é importante que experiências como essas (de colocar essas ferramentas nas salas de aula) aconteçam, para que nossas crianças também estejam neste barco da evolução”, afirma Lacerda. Há dificuldades a serem superadas nas escolas para que esse tipo de iniciativa se torne realidade, como o acesso à internet e a formação de professores.
Ministério da Educação estuda uso de tablets
Desde 2007, por exemplo, o governo federal financia iniciativas do projeto Um Computador por Aluno, disponível para apenas 150 mil alunos atualmente. Depois de longas discussões sobre o preço e as condições para que esse material fosse levado às escolas, o governo liberou, no fim do ano passado, uma linha de crédito para que Estados e municípios possam adquirir essas máquinas. No futuro, porém, esses laptops poderiam ser trocados pelos tablets.
“Os resultados que estamos encontrando nos experimentos realizados com o laptop em sala de aula, um para cada aluno e para cada professor, conectados em rede sem fio, são totalmente diferentes do modelo um computador para muitos alunos”, conta Léa da Cruz Fernandes, uma das maiores especialistas do País em tecnologias digitais na educação, que lidera o projeto nos estados do Sul e no Amazonas. Para ela, as práticas pedagógicas precisam ser inovadas com urgência, para se adaptar à nova cultura digital da sociedade.
Realidade ainda para poucos
Uma instituição privada de ensino superior, o grupo Estácio, está liderando uma experiência pioneira no assunto: 5,5 mil alunos e 500 mil professores receberão tablets ainda este ano para substituir cadernos, livros e para assistir a aulas online. Para a instituição, mais do que facilitar a vida do aluno, a ferramenta garantirá inclusão digital.
Na opinião de Léa, a iniciativa vai ajudar a aprendizagem dos alunos e “promoverá o desenvolvimento da inteligência dessas novas gerações, a educação para a convivência, o respeito às diferenças e a solidariedade universal”. “Nós, os ‘imigrantes’ digitais precisamos de manuais, os professores pedem cursos para começar a usar qualquer modelo novo de equipamento ou de software. Os ‘nativos’, os dispensam. Eles aprendem em rede de trocas interativas. Experimentam livremente quaisquer novos recursos porque não têm o medo de errar que nós tínhamos”, afirma.
Edgard Cornachione, professor da FEA/USP e coordenador de e-learning da Fipecafi, pondera que o conteúdo para os tablets precisa ser bem pensado. “Só a conversão do livro traz benefício, já que a geração atual lê mais na tela. Mas a grande vantagem disso é quando há condições de se oferecer para esse estudante outros artefatos para apreensão do conteúdo, como jogos, simuladores e vídeos, que o papel não permite”,.
Andréia Sadi e Priscilla Borges, iG Brasília | 13/04/2011 06:21
Compartilhar: Apesar da crescente evolução da tecnologia digital dos últimos anos, computadores portáteis, telas sensíveis a toque e internet continuam uma realidade distante da maioria das salas de aula do País. Para os especialistas, as novas ferramentas tecnológicas podem e vão mudar o modo de ensinar no futuro. Com a popularização dos tablets – computadores portáteis sensíveis ao toque –, o Ministério da Educação decidiu, por sua vez, estudar como a ferramenta pode ser aproveitada em sala de aula.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, designou um grupo de técnicos do ministério para avaliar como essas novas tecnologias podem se tornar ferramentas didáticas em sala de aula e contribuir para a aprendizagem dos alunos. Até o fim de maio, esses especialistas entregarão um relatório completo sobre o tema nas mãos do ministro. O assunto se tornou mais importante depois do anúncio do investimento chinês na fabricação de tablets no País.
Por trás do investimento chinês no Brasil, terceiro maior já feito no País por uma única empresa, está um enorme potencial de adoção de tablets no sistema educacional, público e privado. Para especialistas ouvidos pelo iG, a experiência inédita coloca a tecnologia como principal fio condutor da evolução entre sociedade e educação. Na opinião dos pesquisadores, o suporte de leitura nas escolas precisa acompanhar as mudanças da sociedade.
Revolução transforma mundo do papel em digital
”Estamos vivendo uma revolução e precisamos estar embarcados nelas. Estamos mudando o suporte escrito do papel para o digital. Há um saudosismo em relação ao livro, mas a tendência é o livro desaparecer. O conteúdo, no entanto, não desaparece”, avalia Gilberto Lacerda, especialista em tecnologia da educação da Universidade de Brasília (UnB). Ele reconhece, no entanto, que a revolução que pode ser promovida por esse tipo de tecnologia tardará a chegar às escolas brasileiras, especialmente as públicas.
“É um trabalho árduo, porque a pobreza no País é imensa. Mas é importante que experiências como essas (de colocar essas ferramentas nas salas de aula) aconteçam, para que nossas crianças também estejam neste barco da evolução”, afirma Lacerda. Há dificuldades a serem superadas nas escolas para que esse tipo de iniciativa se torne realidade, como o acesso à internet e a formação de professores.
Ministério da Educação estuda uso de tablets
Desde 2007, por exemplo, o governo federal financia iniciativas do projeto Um Computador por Aluno, disponível para apenas 150 mil alunos atualmente. Depois de longas discussões sobre o preço e as condições para que esse material fosse levado às escolas, o governo liberou, no fim do ano passado, uma linha de crédito para que Estados e municípios possam adquirir essas máquinas. No futuro, porém, esses laptops poderiam ser trocados pelos tablets.
“Os resultados que estamos encontrando nos experimentos realizados com o laptop em sala de aula, um para cada aluno e para cada professor, conectados em rede sem fio, são totalmente diferentes do modelo um computador para muitos alunos”, conta Léa da Cruz Fernandes, uma das maiores especialistas do País em tecnologias digitais na educação, que lidera o projeto nos estados do Sul e no Amazonas. Para ela, as práticas pedagógicas precisam ser inovadas com urgência, para se adaptar à nova cultura digital da sociedade.
Realidade ainda para poucos
Uma instituição privada de ensino superior, o grupo Estácio, está liderando uma experiência pioneira no assunto: 5,5 mil alunos e 500 mil professores receberão tablets ainda este ano para substituir cadernos, livros e para assistir a aulas online. Para a instituição, mais do que facilitar a vida do aluno, a ferramenta garantirá inclusão digital.
Na opinião de Léa, a iniciativa vai ajudar a aprendizagem dos alunos e “promoverá o desenvolvimento da inteligência dessas novas gerações, a educação para a convivência, o respeito às diferenças e a solidariedade universal”. “Nós, os ‘imigrantes’ digitais precisamos de manuais, os professores pedem cursos para começar a usar qualquer modelo novo de equipamento ou de software. Os ‘nativos’, os dispensam. Eles aprendem em rede de trocas interativas. Experimentam livremente quaisquer novos recursos porque não têm o medo de errar que nós tínhamos”, afirma.
Edgard Cornachione, professor da FEA/USP e coordenador de e-learning da Fipecafi, pondera que o conteúdo para os tablets precisa ser bem pensado. “Só a conversão do livro traz benefício, já que a geração atual lê mais na tela. Mas a grande vantagem disso é quando há condições de se oferecer para esse estudante outros artefatos para apreensão do conteúdo, como jogos, simuladores e vídeos, que o papel não permite”,.
Andréia Sadi e Priscilla Borges, iG Brasília | 13/04/2011 06:21
terça-feira, 29 de março de 2011
Vandalismo é crime

O ato de vandalismo é uma ação de hostilidade, violência, pichações, destruições, contra patrimônios públicos, históricos e privados, atos ilegais, onde em primeiro momento deve-se entender que causar danos é crime, consoante o artigo 163 do Código Penal, que tomamos a liberdade de transcrever abaixo :
" ART.163 DANO
DESTRUIR, INUTILIZAR OU DETERIORAR COISA ALHEIA:
PENA-DETENÇÃO, DE UM A SEIS MESES, OU MULTA.
DANO QUALIFICADO
PARÁGRAFO ÚNICO. SE O CRIME É COMETIDO:
I- COM VIOLÊNCIA À PESSOA OU GRAVE AMEAÇA;
II- COM EMPREGO DE SUBSTÂNCIA INFLAMÁVEL OU EXPLOSIVA, SE O FATO NÃO CONSTITUI CRIME MAIS GRAVE;
III- CONTRA O PATRIMÔNIO DA UNIÃO, ESTADOS, MUNICIPIO, EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS OU SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA;
IV- POR MOTIVO EGOÍSMO OU COM PREJUÍZO CONSIDERÁVEL PARA A VÍTIMA:
PENA DE DETENÇÃO, DE SEIS MESES A TRÊS ANOS, E MULTA, ALÉM DA PENA CORRESPONDENTE À VIOLÊNCIA."
DESTRUIR, INUTILIZAR OU DETERIORAR COISA ALHEIA:
PENA-DETENÇÃO, DE UM A SEIS MESES, OU MULTA.
DANO QUALIFICADO
PARÁGRAFO ÚNICO. SE O CRIME É COMETIDO:
I- COM VIOLÊNCIA À PESSOA OU GRAVE AMEAÇA;
II- COM EMPREGO DE SUBSTÂNCIA INFLAMÁVEL OU EXPLOSIVA, SE O FATO NÃO CONSTITUI CRIME MAIS GRAVE;
III- CONTRA O PATRIMÔNIO DA UNIÃO, ESTADOS, MUNICIPIO, EMPRESA CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇOS PÚBLICOS OU SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA;
IV- POR MOTIVO EGOÍSMO OU COM PREJUÍZO CONSIDERÁVEL PARA A VÍTIMA:
PENA DE DETENÇÃO, DE SEIS MESES A TRÊS ANOS, E MULTA, ALÉM DA PENA CORRESPONDENTE À VIOLÊNCIA."
quinta-feira, 24 de março de 2011
É verdade que os pais gostam mais de uns filhos do que outros? E, se assim for, como justificar estes casos de maior amor e cumplicidade
Dos mais velhos, diz-se que são mais “certinhos”, mais responsáveis e mais amados. Sobretudo pela mãe. É neles que os progenitores parecem depositar mais esperanças e expectativas, exigindo-lhes mais responsabilidades – nomeadamente a de serem bons alunos. Contudo, assegura-se que são os mais novos que conseguem “dar a volta” aos pais, quebrar as regras familiares e levar os seus caprichos por diante. Acabam por ser os protegidos e aqueles a quem quase tudo é permitido. Entalados entre uns e outros, os irmãos do meio passam a vida à procura de um lugar de maior conforto nesta hierarquia. E a maior parte do tempo, a tentar chamar a atenção sobre si, a afirmar a sua identidade e direitos face aos privilegiados irmãos.
Por outro lado, consta também que as mães têm uma predilecção pelos seus meninos (e os pais pelas suas meninas), enquanto com elas, embora criando alguma cumplicidade – de mulheres – acabam por competir muito mais. Qual o fundamento destas conjunturas, afinal?
Teresa, de 40 anos, a mais nova de quatro irmãos, lembra-se do sentimento de ciúme que a perseguiu durante a infância e na adolescência, embora um pouco menos nesta altura. “Ainda hoje, quando recordo esses tempos, não tenho dúvidas: havia uma grande cumplicidade – e amor – entre a minha mãe e o meu irmão mais velho e isso acabava por nos perturbar no dia-a-dia. A uns mais do que outros, é certo”, lembra, sublinhando que, no entanto, todos sentiam uma predilecção pelo primogénito. “Nós os três também acabá- vamos por ter um fraquinho por ele que, de facto, é uma pessoa especial. É muito afectuoso e está sempre disponível para qualquer um de nós.”
O mundo das relações e os laços que estão presentes numa família são muito complexos e dependem de variadíssimos factores. “Mas todos os filhos são únicos e ninguém ocupa o lugar de ninguém”, afirma o psicólogo Manuel Coutinho.
Os especialistas asseguram que, se existem preferências pontuais (ou para sempre) de dedicação a uns, estas ficam a dever-se a outros factores que não o facto de serem os mais velhos ou não. Mais do que a ordem de nascimento dos filhos, “é sobretudo a idade dos pais quando cada um deles nasce que mais vai influenciar o tipo de relação entre uns e outros e a forma como o casal os vai educar”, diz a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias. É igualmente importante o tempo que medeia entre o nascimento dos vários filhos – deste factor também dependerá o tipo de relação que se constrói entre eles. E, sobretudo, a etapa da relação dos pais enquanto casal.
“A entrada de um novo membro na família durante os primeiros dois anos de vida da
criança pode tornar-se um acontecimento perturbador para ela, pois vai ter de dividir a atenção da mãe com o irmão, a qual era exclusivamente sua, até então”, diz a especialista. “Por outro lado, esta mulher também vai sentir-se um pouco perdida entre
os dois, pois sabe que um e outro, embora de forma diferente, precisam muito da sua atenção
e cuidados. Mais tarde, poderá tender a compensar um deles.”
Segundo Manuel Coutinho, em muitos casos esta situação vai possibilitar que o pai entre
“no terreno”. “Aproxima-se do mais novo, pois
vê a mulher preocupada e ainda muito ocupada com o mais velho. E os dois podem, aí, estabelecer uma relação mais firme e de maior cumplicidade. Muitas vezes para a vida”, diz. “
Se nasce um terceiro filho, então, mais liberta e disponível, a mãe volta-se para o mais novo de forma intensa.”
São nestes primeiros dois anos de vida que a criança mais precisa da atenção e dedicação dos progenitores. É o que garantem os especialistas. Daí considerarem que o intervalo ideal entre os filhos é de cinco anos, aproximadamente. “Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as estruturas do crescimento e do desenvolvimento não levam anos a desenvolver-se. O grande desenvolvimento das células nervosas e o desenvolvimento emocional dos seres humanos acontece precisamente nesta altura”, explica a pedopsiquiatra.
A profissão do casal, no sentido de lhes proporcionar mais ou menos tempo para estar com as suas crianças e, desta forma, cimentar o vínculo, é igualmente importante.
Seja como for, “não há pais estáticos porque a aprendizagem é constante e dinâmica”, observa Manuel Coutinho. “Logo, ninguém educa dois filhos da mesma maneira. A experiência que se vai adquirindo à medida que se vai integrando o papel de mãe e de pai leva a que os modelos educativos sejam diferentes, apesar de se manterem os valores de referência.”
“Muitas vezes, são os acontecimentos da vida (life events) que levam a que a atenção dos progenitores tenha de se focalizar mais num dos elementos e, consequentemente, se esqueçam do outro”, explica Maria de Lurdes Candeias, reforçando a ideia de que as pessoas e as famílias são dinâmicas. “Mesmo estando juntas, coesas e unidas, elas estão sempre em movimento. Os vários elementos estão a sofrer influências, tanto do interior como do exterior. Todos nós já passámos por situações em que fomos promovidos e despromovidos.”
De acordo com a pedopsiquiatra, a doença – ou morte – de um dos elementos é uma das situações que mais pode alterar a dinâmica dos agregados. “Por exemplo, a doença de uma avó. Esta situação vai levar a que os vários protagonistas interajam de maneira diferente uns com os outros. Os acontecimentos – mesmo os externos – influenciam as pessoas, ainda que elas não se dêem conta disso”, assegura.
Também não é seguro que as relações entre mães e filhos rapazes sejam sempre fusionais, próximas de um amor incondicional. Nem que as mulheres prefiram ter descendentes do sexo masculino e os meninos gostem mais das suas mães – e as meninas dos seus pais. A maior parte dos especialistas assegura que, mais uma vez, tudo depende de inúmeros factores. “O complexo de Édipo (e de Electra) é vivenciado entre os três e os cinco anos, durante a fase fálica. O seu declínio marca a entrada no período de latência. Durante a fase fálica há, de facto, uma ligação mais forte com o progenitor do sexo oposto, em detrimento do outro do mesmo sexo. Mas isto não é linear, pois também surgem momentos em que a criança tem atracção por este último”, explica o psicólogo, concluindo: “São situações totalmente normais que devem ser integradas com tranquilidade por todos os elementos da família. Penso que é mais importante lembrar que, independentemente do género, as crianças devem ter pais securizantes, que lhes contenham as angústias, que sejam firmes e que adoptem um modelo educativo em que exista autoridade e não autoritarismo.”
Quanto às relações de competição entre pais e filhos, no que respeita concretamente às mães com as suas meninas, Manuel Coutinho defende: “Os filhos podem ter uma relação saudável de competitividade com os pais, desde que não haja inversão de papéis. As regras devem ser, tanto quanto possível, negociadas. Mas a última palavra cabe sempre aos progenitores. Os filhos precisam de pais que funcionem como referência e não de pais que funcionem exclusivamente como amigos e irmãos. A imagem que os filhos têm dos pais é extremamente importante, porque eles tendem a aproximar-se desse pai e dessa mãe ideal.”
Os pais podem, de facto, desenvolver uma relação mais estreita com um dos filhos, mas unicamente por uma questão de feitio – a personalidade em jogo – e pelo que eles representam. É o que garantem os dois especialistas.
Há uma série de identificações que podem levar a que se criem laços mais estreitos com uns do que com outros. “Uma mãe pode sentir-se mais perto de um filho pelo facto de ele ser mais parecido com ela, por exemplo. Ou por ter parecenças físicas e psicológicas com alguém que lhe é muito querido. A teia de afectos é bastante complexa”, comenta, lembrando que é quase sempre durante a adolescência que o filho que se sente descompensado irá questionar os pais e reivindicar os seus direitos. Quando se sentem pouco amados ou rejeitados, não poupam pa- lavras. É o momento da verdade. “A adolescência reflecte todas as inseguranças, quando o primeiro ano de vida correu mal”, comenta a pedopsiquiatra.
Mais do que o lugar dos filhos na família, é o lugar que estes têm na representação mental dos pais que vai definindo as teias da cumplicidade, dos amores e dos desamores, porque também os há. A pedopsiquiatra recorda o caso de uma família em que um filho mais novo passou a ser visto “quase como o símbolo da salvação do pai”, uma vez que foi gerado após a recuperação deste de uma doença grave. “É claro que aquele menino vai ter sempre uma importância excepcional naquela família. No plano das famílias normais, as relações e os laços vão-se estabelecendo desta forma.”
De uma coisa, porém, podemos ter a certeza, segundo os especialistas: um filho nascido de uma relação de amor será seguramente mais amado do que outro que nasça para salvar um casamento. Independentemente de ser o mais velho ou o mais novo ou o do meio.
Por outro lado, consta também que as mães têm uma predilecção pelos seus meninos (e os pais pelas suas meninas), enquanto com elas, embora criando alguma cumplicidade – de mulheres – acabam por competir muito mais. Qual o fundamento destas conjunturas, afinal?
Teresa, de 40 anos, a mais nova de quatro irmãos, lembra-se do sentimento de ciúme que a perseguiu durante a infância e na adolescência, embora um pouco menos nesta altura. “Ainda hoje, quando recordo esses tempos, não tenho dúvidas: havia uma grande cumplicidade – e amor – entre a minha mãe e o meu irmão mais velho e isso acabava por nos perturbar no dia-a-dia. A uns mais do que outros, é certo”, lembra, sublinhando que, no entanto, todos sentiam uma predilecção pelo primogénito. “Nós os três também acabá- vamos por ter um fraquinho por ele que, de facto, é uma pessoa especial. É muito afectuoso e está sempre disponível para qualquer um de nós.”
O mundo das relações e os laços que estão presentes numa família são muito complexos e dependem de variadíssimos factores. “Mas todos os filhos são únicos e ninguém ocupa o lugar de ninguém”, afirma o psicólogo Manuel Coutinho.
Os especialistas asseguram que, se existem preferências pontuais (ou para sempre) de dedicação a uns, estas ficam a dever-se a outros factores que não o facto de serem os mais velhos ou não. Mais do que a ordem de nascimento dos filhos, “é sobretudo a idade dos pais quando cada um deles nasce que mais vai influenciar o tipo de relação entre uns e outros e a forma como o casal os vai educar”, diz a pedopsiquiatra Maria de Lurdes Candeias. É igualmente importante o tempo que medeia entre o nascimento dos vários filhos – deste factor também dependerá o tipo de relação que se constrói entre eles. E, sobretudo, a etapa da relação dos pais enquanto casal.
| Etapas de desenvolvimento Conheça os períodos mais importantes da vida de uma criança, segundo os especialistas. 1 - A primeira grande fase de desenvolvimento ocorre no primeiro ano de vida – no máximo, no primeiro ano e meio 2 - O grande desenvolvimento das células nervosas e o grande desenvolvimento emocional/afectivo ocorre neste período 3 - Nos anos seguintes, haverá um abrandamento a este nível que só será depois renovado na adolescência 4 - O Complexo de Édipo (e de Electra) é vivido entre os três e os cinco anos. Nesta altura, a criança estabelece uma ligação mais forte com o progenitor do sexo oposto |
criança pode tornar-se um acontecimento perturbador para ela, pois vai ter de dividir a atenção da mãe com o irmão, a qual era exclusivamente sua, até então”, diz a especialista. “Por outro lado, esta mulher também vai sentir-se um pouco perdida entre
os dois, pois sabe que um e outro, embora de forma diferente, precisam muito da sua atenção
e cuidados. Mais tarde, poderá tender a compensar um deles.”
Segundo Manuel Coutinho, em muitos casos esta situação vai possibilitar que o pai entre
“no terreno”. “Aproxima-se do mais novo, pois
vê a mulher preocupada e ainda muito ocupada com o mais velho. E os dois podem, aí, estabelecer uma relação mais firme e de maior cumplicidade. Muitas vezes para a vida”, diz. “
Se nasce um terceiro filho, então, mais liberta e disponível, a mãe volta-se para o mais novo de forma intensa.”
São nestes primeiros dois anos de vida que a criança mais precisa da atenção e dedicação dos progenitores. É o que garantem os especialistas. Daí considerarem que o intervalo ideal entre os filhos é de cinco anos, aproximadamente. “Ao contrário do que muitas pessoas pensam, as estruturas do crescimento e do desenvolvimento não levam anos a desenvolver-se. O grande desenvolvimento das células nervosas e o desenvolvimento emocional dos seres humanos acontece precisamente nesta altura”, explica a pedopsiquiatra.
A profissão do casal, no sentido de lhes proporcionar mais ou menos tempo para estar com as suas crianças e, desta forma, cimentar o vínculo, é igualmente importante.
| As crianças devem ter pais securizantes, que lhes contenham as angústias, que sejam firmes. |
Seja como for, “não há pais estáticos porque a aprendizagem é constante e dinâmica”, observa Manuel Coutinho. “Logo, ninguém educa dois filhos da mesma maneira. A experiência que se vai adquirindo à medida que se vai integrando o papel de mãe e de pai leva a que os modelos educativos sejam diferentes, apesar de se manterem os valores de referência.”
Numa família o mundo dos laços afectivos é diverso e muito complexo |
De acordo com a pedopsiquiatra, a doença – ou morte – de um dos elementos é uma das situações que mais pode alterar a dinâmica dos agregados. “Por exemplo, a doença de uma avó. Esta situação vai levar a que os vários protagonistas interajam de maneira diferente uns com os outros. Os acontecimentos – mesmo os externos – influenciam as pessoas, ainda que elas não se dêem conta disso”, assegura.
Também não é seguro que as relações entre mães e filhos rapazes sejam sempre fusionais, próximas de um amor incondicional. Nem que as mulheres prefiram ter descendentes do sexo masculino e os meninos gostem mais das suas mães – e as meninas dos seus pais. A maior parte dos especialistas assegura que, mais uma vez, tudo depende de inúmeros factores. “O complexo de Édipo (e de Electra) é vivenciado entre os três e os cinco anos, durante a fase fálica. O seu declínio marca a entrada no período de latência. Durante a fase fálica há, de facto, uma ligação mais forte com o progenitor do sexo oposto, em detrimento do outro do mesmo sexo. Mas isto não é linear, pois também surgem momentos em que a criança tem atracção por este último”, explica o psicólogo, concluindo: “São situações totalmente normais que devem ser integradas com tranquilidade por todos os elementos da família. Penso que é mais importante lembrar que, independentemente do género, as crianças devem ter pais securizantes, que lhes contenham as angústias, que sejam firmes e que adoptem um modelo educativo em que exista autoridade e não autoritarismo.”
| A importância dos laços O psicólogo clínico e psicanalista Eduardo Sá responde à pergunta “Os laços amorosos ou os laços familiares são para sempre?”, no seu livro Tudo o que o Amor não é (Oficina do Livro): 1 - Até mesmo os laços familiares não são para sempre. “Basta que adormeçamos para eles e que se iludam os cuidados que um grande amor precisa ter” 2 - Os laços alimentam-se com gestos atentos e claros, e com uma inflamável esperança de sermos alguém que não desiste de nos conhecer (mesmo para além do que presumimos saber de nós) 3 - Qualquer “vai-se andando” mata os laços com o silêncio, e devagar. Como os mata imaginar que merecemos dos outros a falta de cuidados que eles nos merecem |
Os pais podem, de facto, desenvolver uma relação mais estreita com um dos filhos, mas unicamente por uma questão de feitio – a personalidade em jogo – e pelo que eles representam. É o que garantem os dois especialistas.
Há uma série de identificações que podem levar a que se criem laços mais estreitos com uns do que com outros. “Uma mãe pode sentir-se mais perto de um filho pelo facto de ele ser mais parecido com ela, por exemplo. Ou por ter parecenças físicas e psicológicas com alguém que lhe é muito querido. A teia de afectos é bastante complexa”, comenta, lembrando que é quase sempre durante a adolescência que o filho que se sente descompensado irá questionar os pais e reivindicar os seus direitos. Quando se sentem pouco amados ou rejeitados, não poupam pa- lavras. É o momento da verdade. “A adolescência reflecte todas as inseguranças, quando o primeiro ano de vida correu mal”, comenta a pedopsiquiatra.
| “A adolescência reflecte todas as inseguranças, quando o primeiro ano de vida correu mal.” |
Mais do que o lugar dos filhos na família, é o lugar que estes têm na representação mental dos pais que vai definindo as teias da cumplicidade, dos amores e dos desamores, porque também os há. A pedopsiquiatra recorda o caso de uma família em que um filho mais novo passou a ser visto “quase como o símbolo da salvação do pai”, uma vez que foi gerado após a recuperação deste de uma doença grave. “É claro que aquele menino vai ter sempre uma importância excepcional naquela família. No plano das famílias normais, as relações e os laços vão-se estabelecendo desta forma.”
De uma coisa, porém, podemos ter a certeza, segundo os especialistas: um filho nascido de uma relação de amor será seguramente mais amado do que outro que nasça para salvar um casamento. Independentemente de ser o mais velho ou o mais novo ou o do meio.
quarta-feira, 23 de março de 2011
Jovens sem carteira assinada engordam a estatística da exploração infantil no Brasil

Quase 90% dos jovens de 16 e 17 anos que estavam trabalhando como empregados ou trabalhadores domésticos em 2007 não tinham carteira de trabalho assinada, sendo que 46,6% deles cumpriram jornada de 40 horas semanais ou mais. Na comparação com 2006, o número de trabalhadores formais caiu de 21% para 12,6%, uma redução de 8,4 ponto percentual. Os dados fazem parte da PNAD (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) divulgada nesta quinta-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e engordam as estatísticas da exploração infantil no Brasil.
A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de trabalho para menores de 14 anos. O trabalho a partir dos 14 anos é permitido apenas na condição de aprendiz, em atividade relacionada à qualificação profissional. E acima dos 16 anos o trabalho é autorizado desde que não seja no período da noite, em condição de perigo ou insalubridade e desde que não atrapalhe a jornada escolar. No entanto, se o jovem com mais de 16 anos não tiver carteira assinada ou estiver em situação precária, ele entra nos números de trabalho infantil e ilegal. Leia tambémTrabalho infantil cai pouco e ainda há 1,2 milhão de crianças exploradas.
Portanto, apesar do IBGE apresentar os dados relativos ao trabalho infantil dentro da faixa de 5 a 17 anos, é preciso considerá-los dentro das divisões por grupos de idade e situá-los nas determinações da legislação brasileira.
A PNAD aponta, por exemplo, uma queda na proporção de trabalhadores de 5 a 17 anos (de 11,5% para 10,8%) na comparação entre 2006 e 2007, o que é um indicador positivo da situação da exploração infantil no Brasil. Mas na faixa dos 16 a 17 anos não houve qualquer aumento no número de ocupados e isso demonstra que cerca de 65% dos jovens prontos para começar a carreira profissional não estão trabalhando.
O gerente do Programa Internacional para Erradicação do Trabalho Infantil da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, ressalta que "se o adolescente tem idade para trabalhar e está apto para isso, é dever do Estado promover a inserção dele no mercado de trabalho de forma protegida". O que não vem acontecendo de forma eficaz. InfográficosVeja a evolução dos principais indicadores da Pnad nos últimos anos Os domicílios brasileiros, a infra-estrutura básica e os bens de consumo.
Além de forte presença de jovens de 14 a 17 anos no mercado informal, vale destacar que nesta faixa etária a diferença entre ocupados (74,9%) e não-ocupados (88,9%) que vão à escola é mais significativa que entre os mais novos e evidencia o reflexo negativo do trabalho abusivo na educação. Como sociedade pode se organizar para acabar com o trabalho infantil?Apesar da queda de 4,5% no número de trabalhadores infantis, ainda 1,2 milhão de crianças e adolescentes entre 5 e 13 anos são vítimas de exploração no Brasil, segundo o levantamendo do Pnad para o ano de 2007.
O jovem trabalhadorDos sete milhões de adolescentes brasileiros com idade para ser aprendiz, apenas 18% estava trabalhando, sendo cerca de 40% deles em atividades agrícolas e/ou sem remuneração. E 34,5% deles trabalhava de 15 a 24 horas na semana. A maioria era de jovens negros ou pardos (60,9%), do sexo masculino (67,7%) e que vinham de famílias que ganhavam em média cerca de R$ 275 per capita por mês.
Já entre os mais velhos, a predominância é de jovens morando em áreas urbanas (80,9%) e trabalhando em atividades não-agrícolas (72,9%). A proporção de trabalho não-remunerado cai para 21,3% na faixa de 16 e 17 anos e a renda familiar sobe para em média R$ 352 per capita por mês. A média de horas trabalhadas na semana passa de 40 horas ou mais. E os negros e pardos (55,4%) do sexo masculino (63,5%) ainda eram maioria, mas em uma proporção menor.
Texto - Fabiana Uchinaka
quarta-feira, 2 de março de 2011
Lição de Ética
A chave para a solução dos problemas atuais do Brasil pode ser a mesma que o prefeito de New York usou há uma década atrás:
01. Você acha um absurdo a corrupção da polícia?
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!
Solução: NUNCA suborne nem aceite suborno!
02. Você acha um absurdo o roubo de carga, até mesmo com assassinatos dos motoristas?
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!
Solução: EXIJA a nota fiscal em TODAS as suas compras!
03. Você acha um absurdo a desordem causada pelos camelôs?
Solução: NUNCA compre nada deles! A maior parte de suas mercadorias são produtos roubados, falsificados ou sonegados.
Solução: NUNCA compre nada deles! A maior parte de suas mercadorias são produtos roubados, falsificados ou sonegados.
04. Você acha um absurdo o poder dos marginais das favelas?
Solução: NÃO compre nem consuma drogas!
Solução: NÃO compre nem consuma drogas!
05. Você acha um absurdo o enriquecimento ilícito?
Solução: Não o admire, repudie-o.
Solução: Não o admire, repudie-o.
06. Você acha um absurdo a quantidade de pedintes no sinal ou de flanelinhas nas ruas?
Solução: NUNCA dê nada.
Solução: NUNCA dê nada.
07. Você acha u m absurdo que qualquer chuva alague a cidade?
Solução: Só jogue o LIXO no LIXO.
Solução: Só jogue o LIXO no LIXO.
08. Você acha um absurdo haver cambistas para shows e espetaculos?
Solução: NÃO compre deles, nem que não assista ao evento.
Solução: NÃO compre deles, nem que não assista ao evento.
09. Você acha um absurdo o trânsito da sua cidade?
Solução: NUNCA feche o cruzamento.
Solução: NUNCA feche o cruzamento.
10. Você está indignado com o desempenho de seus representantes na política?
Solução: nunca mais vote neles e espalhe aos seus amigos seu desalento e o nome dos eleitos que o decepcionaram
Ainda há esperança na politica brasileira
O Dep. José Antonio Reguffe (PDT-DF) Abriu mão dos salários extras que os parlamentares recebem (14° e 15° salários), reduziu sua verba de gabinete e o número de assessores a que teria direito, de 25 para apenas 9. E tudo em caráter irrevogável, nem se ele quiser poderá voltar atrás. Além disso, reduziu em mais de 80% a cota interna do gabinete, o chamado “cotão”. Dos R$ 23.030 a que teria direito por mês, reduziu para apenas R$ 4.600. Segundo os ofícios, abriu mão também de toda verba indenizatória, de toda cota de passagens aéreas e do auxílio-moradia, tudo também em caráter irrevogável. Sozinho, vai economizar aos cofres públicos mais de R$ 2,3 milhões nos quatro anos de mandato. Se os outros 512 deputados seguissem o seu exemplo, a economia aos cofres públicos seria superior a R$ 1,2 bilhão. “A tese que defendo e que pratico é a de que um mandato parlamentar pode ser de qualidade custando bem menos para o contribuinte do que custa hoje. Esses gastos excessivos são um desrespeito ao contribuinte. Estou fazendo a minha parte e honrando o compromisso que assumi com meus eleitores”, afirmou Reguffe em discurso no plenário.
REVOLUÇÃO MORAL
O Brasil precisa a muito tempo de uma transformação radical, ou seja, uma revolução. Não de armas, mas de moral. Esta avalanche de moralidade deve passar pelas famílias, governos, justiça, poder legislativo, em todas as suas esferas, igrejas e outros organismos da sociedade tais como sindicatos e ONGs. Seguindo esta lógica o país e melhoraria, e se tornaria um lugar mais justo e agradável de viver.
O assaltante tem o mesmo peso que um pichador de muros. Esses não se diferenciam das pessoas que jogam lixo na rua. O político corrupto não é diferente de uma pessoa que fura a fila de um banco. Não adianta de nada reclamarmos dos desvios de merenda escolar se jogamos comida fora todos os dias. Enquanto existir leis cheias de brechas, e que favoreçam a imoralidade ela só tende a crescer. Um exemplo claro disto é o desrespeito para com os nossos idosos, que tem no Art. 3o do seu estatuto a seguinte afirmativa “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.” E todos nós sabemos que há uma gama de situações de desrespeito a estes direitos básicos, como famílias que amontoam seus entes idosos em lugares muitas vezes inadequados à sua sobrevivência.
Estamos vendo as injustiças acontecendo, e o que fazemos para corrigir esta situação? Na grande maioria das vezes quando vemos uma injustiça dizemos as seguintes palavras; não é comigo, eu não estou nem ai. Mas nunca ou quase nunca colocamos a mão na consciência e falamos, puxa poderia ser comigo! O ato consciente de refletir sobre este assunto já nos faria uma pessoa mais humanitária, e o ato de se indignar contra as injustiças nos tornaria um ser mais critico dentro da nossa sociedade, capaz de ser um transformador ou um revolucionário e com suas ações moldar os seus contemporâneos e as futuras gerações. E é de pessoas como estas que o Brasil necessita para construir a sociedade da moral mais justa e igualitária com oportunidade para todos onde a moral fosse uma regra geral.
Arnaldo Pacheco de Castro Junior
Professor de Historia – Estado da Bahia e Pref. Casa Nova
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