quarta-feira, 2 de março de 2011

REVOLUÇÃO MORAL

O Brasil precisa a muito tempo de uma transformação radical, ou seja, uma revolução. Não de armas, mas de moral. Esta avalanche de moralidade deve passar pelas famílias, governos, justiça, poder legislativo, em todas as suas esferas, igrejas e outros organismos da sociedade tais como sindicatos e ONGs. Seguindo esta lógica o país e melhoraria, e se tornaria um lugar mais justo e agradável de viver.    
O assaltante tem o mesmo peso que um pichador de muros. Esses não se diferenciam das pessoas que jogam lixo na rua. O político corrupto não é diferente de uma pessoa que fura a fila de um banco. Não adianta de nada reclamarmos dos desvios de merenda escolar se jogamos comida fora todos os dias. Enquanto existir leis cheias de brechas, e que favoreçam a imoralidade ela só tende a crescer. Um exemplo claro disto é o desrespeito para com os nossos idosos, que tem no Art. 3o do seu estatuto a seguinte afirmativa “É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária.” E todos nós sabemos que há uma gama de situações de desrespeito a estes direitos básicos, como famílias que amontoam seus entes idosos em lugares muitas vezes inadequados à sua sobrevivência.
Estamos vendo as injustiças acontecendo, e o que fazemos para corrigir esta situação? Na grande maioria das vezes quando vemos uma injustiça dizemos as seguintes palavras; não é comigo, eu não estou nem ai. Mas nunca ou quase nunca colocamos a mão na consciência e falamos, puxa poderia ser comigo! O ato consciente de refletir sobre este assunto já nos faria uma pessoa mais humanitária, e o ato de se indignar contra as injustiças nos tornaria um ser mais critico dentro da nossa sociedade, capaz de ser um transformador ou um revolucionário e com suas ações moldar os seus contemporâneos e as futuras gerações. E é de pessoas como estas que o Brasil necessita para construir a sociedade da moral mais justa e igualitária com oportunidade para todos onde a moral fosse uma regra geral.    
Arnaldo Pacheco de Castro Junior
Professor de Historia – Estado da Bahia e Pref. Casa Nova

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